Enchemos o tanque do carro e fomos pela estrada que, salvo os pedágios, em nada se assemelha as nossas. Placas gigantes para que qualquer míope enxergue, indicavam onde estávamos. O asfalto... ah o asfalto... lisinho, parecia que tinham acabado de colocar, buraco? Que buraco? Acho que nem existe essa palavra lá.
Passamos pela cidade de Baltimore, saímos do estado de Maryland, entramos em New Jersey e chegamos em NY, sendo a maioria do percurso feito pela rota I – 95N.
11:30 p.m em New York city! CHEGAMOS! E fomos direto ao Empire State ver a cidade do alto dos 86 andares!
Tínhamos exatamente 24 horas para curtir TUDO o que a cidade que nunca pára tem para nos oferecer! Não podíamos dormir no ponto...
No Empire State: U$ 20, 00 e subimos. De lá é possível ver uma extensão de 130 km, eu via todas as luzes acessas a meia noite da cidade. Linda, movimentada, a sensação é de estar num daqueles filmes hollywoodianos... O que atrapalhou, na verdade deixou mais emocionante, era o vento que fazia. Minha nossa, não tinha como mexer, as fotos todas tremidas por causa da movimentação. O nosso corpo agüentava apenas alguns minutinhos fora da redoma de vidro que tem no centro do último andar.
Saímos de lá e nos demos conta de que no Brasil era a primeira noite de carnaval! E por isso, na cidadezinha ao lado de New York, chamada Newark, cheia de brasileiros, teria um tipo de comemoração na rua. Fomos para lá. Mas, era muito tarde! Mais de duas da manhã e a única coisa aberta era a Casa do Pão de Queijo. MA-RA-VI-LHA! No frio que fazia nada melhor do que um pão de queijo a la Brasil e um cafezinho. E foi isso que fizemos.
Felizes por encontrarmos um lugar brasileiro no meio de tanta americanada resolvemos achar um hostel para dormir. Porém não esperávamos que seria TÃO, MAS TÃO difícil essa busca! Celulares nas mãos, GPS ligado e lá fomos nós louco por uma cama bem quentinha e barata! Ligamos para milhares de hostels e todos eram ou longe, ou caro, ou não tinha vaga para o carro. Chegamos até a parar em um no centrão de NY.
(pausa agora para um acontecimento: Eis que chegamos ao hostel que ficava no centro de NY e desce do carro, eu - beeem sonolenta, Natália – dormindo, Dami – irritada e Paixão – cansadíssimo, estávamos decididos a ficar nesse hostel mesmo... atravessamos a rua e sai da lata do lixo uma ratazana gigante!!! Passa pelo pé da Na e entra debaixo de um banco da calçada!! ESTAMOS EM NOVA IORQUE!!! YES!!!)
Bom, não ficamos nesse hostel e fomos parar num muito, muito, muito longe que eu nem sei onde fica porque dormi o caminho inteiro. Eram 4 a.m.
Pagamos os U$ 25,00 pelo quarto que tinha: duas camas de casal, um banheiro e uma prateleira, além dos extras como – duas baratas mortas, pregos nas cabeceiras das camas, acupuntura e sauna durante o banho, coco de rato e que mais... ahh chocolates na pia de surpresa! Era tudo o que precisávamos. Capotamos.
No outro dia acordamos as 11 a.m e o destino era a Estátua da Liberdade em Downtown Manhattan (uhul!!)
Fomos lá... GPS ligado, brisinha nova-iorquina e um bom Big Mac para iniciar o dia.
U$12,00 mais uma filinha, entramos no ferry boat e aportamos no marco do EUA! Muito bonita e imponente a estátua fica em cima de um jardim de pombas! Mas, cá entre nós, o nosso Cristo dá pau na D. Estátua! Curtimos a vista, a paisagem, tiramos milhares de fotos e às 5:00 p.m. voltamos para a cidade.
O foco agora era a Times Square, que é o cruzamento da Broadway com a 7° Avenida, entre as Ruas 42 e 47, FANTÁSTICA! No caminho uma paradinha (báásica) no Central Park.
Não dá né, para ir para NY e não passar no parque mais famoso do mundo! Descemos correndo eu e a Na e por causa da pressa esquecemos as luvas e os cachecóis! Resultado: mãos congeladas, dedos roxos, e muito, muito frio na espinha! Mas, mesmo assim, tiramos fotos, rimos e até sambamos para comemorar o carnaval que começava...
Voltamos ao trajeto para a Times Square, muita gente andando pra lá e pra cá, propagandas de tudo quanto é tipo de lojas, farmácias, supermercados, chocolates...tem DE TUDO! Os olhos brilham de tanta luz! A sensação é inexplicável! Liberdade, felicidade, vontade de gritar, ainda mais quando floquinhos neves surgem do céu ... aaaaaaaaahh que vontade de voltar!
Andamos pela avenida e NÃO COMPRAMOS nada! Salvo as famosas blusinhas “Eu – coração – NY” e chocolates!
Leves de tão felizes e quase voando com o vento que fazia na cidade, fomos até o carro que estava num cruzamento com a 42 e partimos para Silver Spring, eram 9:00 p.m.
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