
É passou rápido ... e tudo aquilo que parecia ser eterno fez “puft” e acabou!
A vida paralela, como costumávamos chamar a nossa vida em Orlando, era uma delícia. A nossa preocupação era viver aquele dia intensamente, sem desperdiçar um minuto... Sabíamos que uma hora aquilo acabaria e como eu disse para um amigo meu “vai chegar a hora que a carruagem se transformará em abóbora outra vez”, e era por isso que nós APROVEITÁVAMOS MUITO!
Às vezes eu penso se não é isso que devemos fazer na nossa “vida real”, vive-la por completo, por cada minuto, por cada momento. E eu juro que desde que voltei ao Brasil eu tento pensar nisso, mas é difícil, não é tão fácil como lá.
É claro que tivemos momentos ruins, que não queríamos trabalhar porque estávamos cansados, momentos com dor de cabeça, dor de estômago, momentos de preocupação com o dinheiro, momentos de raiva por algo que deu errado, mas aí é que está a grande diferença. Todas essas adversidades foram apenas MOMENTOS que nós resolvíamos e ao fim do dia, nem lembrávamos mais.
E por saber que não tínhamos muito tempo ali no paraíso nós, sem querer, fazíamos tudo o que os livros de auto ajuda sempre recomendam:
“resolva todos os seus problemas no mesmo dia”, “curta cada descoberta, cada novidade, cada momento como se fossem únicos”, “perdoe rápido quem você gosta”, “viva como se fosse o último dia”, “ria muito”, “almoce com os amigos”, “converse coisas fúteis”, “dance como se ninguém estivesse vendo”, “faça novos amigos”, conheça culturas diferentes”, “enfrente os obstáculos da vida com força e comemore as vitórias depois”, “tenha conversas boas que acrescentem algo para você”, “faça algo inusitado”, “deixe transparecer seus melhores sentimentos”, “arrisque sem medo de errar”, “relembre a sua infância (Disney!!)”, “não pense no futuro como algo que está longe de se concretizar, o futuro é o amanhã” ... viva ...
E desse jeito se resumia a nossa vida em Orlando, no Cumberland Park e no SeaWorld.
Formamos uma família que trabalhava junto, almoçava, jantava e tomava café junto, festejava junto, ria muito junto, descobria junto, conhecia junto, aprendia junto, cantava junto, dançava tudo junto, dormia mais junto ainda e amava muito. (e ama ainda!)
Eu tenho certeza que essa família “Kumberland Pá” marcou de um jeitinho especial cada um de nós, deixando na memória de cada um o gostinho de “quero mais” e de “valeu MUITO a pena” ...
Que essa família permaneça unida ...
Assim seja,
Mari!